| |
O QUE FAZER?
Acidentes
De vez em quando o gato parece realmente ter
sete vidas. Seu corpo é tão flexível
que lhe permite "escapar" de alguns acidentes
que poderiam ser bastante graves. Mas ele não está
livre de se machucar. Ele pode ser atingido por um automóvel,
por uma pedra, ou ficar entalado numa porta, cair de grandes
alturas ou ainda ser maltrado por um cão ou outro
gato.
Se isso acontecer, você estará pronto para
salvar seu gatinho — ou, pelo menos, aliviar a sua
dor — tomando algumas atitudes práticas e
rápidas enquanto o veterinário não
chega.
Mesmo que não pareça, certamente seu animal
estará sentindo dor. Assim, mesmo o mais calmo
gatinho pode se tornar arredio, arranhar ou tentar fugir.
Você deve tentar mantê-lo calmo, sob controle
e dentro de um local fechado e seguro. Não lhe
dê nada para comer. E também não pense
em dar estimulantes à base de álcool nem
aspirina.
Se tiver que pegar um gato ferido, ponha um lençol
sob seu corpo e leve-o como se fosse numa maca. Outra
opção é segurá-lo pela nuca
com uma das mãos e apoiar o seu corpinho com a
outra. Deite-o numa superfície lisa, num local
tranqüilo, e cubra-o com um cobertor. Se possível,
coloque uma bolsa de água quente, envolvida num
pano, junto dele. De preferência, peça para
alguém segurar o animal para que você fique
com as mãos livres para examiná-lo melhor.
Comece então a examinar os seus ferimentos. Tente
verificar a pulsação pelo lado de dentro
da coxa, no ponto onde a perna se junta ao corpo. Se a
respiração for irregular ou inexistente,
abra a boca do gato e procure retirar qualquer corpo estranho,
saliva, sangue ou vômito. Em casos extremos, administre
a respiração artificial.
Se o gato estiver sangrando muito, cubra a ferida com
um pedaço de pano limpo, algodão, gaze,
lenço e prenda-o firmemente com uma atadura. Se
não puder enfaixar a ferida, segure o lenço,
gaze ou algodão com firmeza. Em seguida, leve o
animal imediatamente ao veterinário. Se possível,
peça para alguém contactar o consultório
e preparar a equipe para o atendimento de a uma emergência.
Asfixia
Algumas medidas práticas podem evitar
que o animal fique sufocado. Se seu gato usa coleira,
escolha uma que tenha uma parte elástica. Nunca
dê ossos cozidos para ele mastigar: eles podem partir-se
em lascas e fazer com que o animal se engasgue ou se corte
gravemente. Ossos de porco, galinha e peixe são
particularmente perigosos, mesmo se não estiverem
cozidos. Os únicos ossos seguros são os
osssos grandes, de carne bovina, como os de rabada.
Quando um gato está engasgado o mais importante
é agir com rapidez. Se o animal estiver com coleira,
tire-a imediatamente.
Se você não conseguir tirar o que está
provocando a obstrução, pegue o gato pelas
duas pernas traseiras e gire-o em círculos. Assim
a força centrífuga explusará o objeto
estranho. Se isto não funcionar, tente usar uma
pinça e, por último, a respiração
artificial (boca a boca).
Queimaduras
A inclinação natural do gato pelos
locais quentinhos pode acabar em acidente. Por um erro
de cálculo, ele se aproxima de objetos realmente
quentes, como chapas elétricas e até mesmo
fogo. Se isto acontecer e ele se queimar, basta um tratamento
caseiro que consiste em banhar com água fria a
área queimada ou escaldada e cobri-la com pomada
anti-histamínica.
Envenenamento
Os sintomas comuns em envenenamento são o vômito
e a diarréia persistentes, muitas vezes combinados
com tremores e calafrios. Verifique se ele entrou em coma.
Caso esteja inconsciente, leve-o imediatamente ao veterinário.
Se ele ainda estiver consciente e você souber que
ele ingeriu uma substância corrosiva, como ácido
ou soda cáustica, lave rapidamente a boca do animal
com leite ou água. Se tiver à mão
uma seringa comum (de plástico descartável
sem agulha), use-a para fazer uma lavagem estomacal. Segure
o gato com frimeza e acalme-o, conversando delicadamente
com ele. Empurre a ponta da seringa na parte lateral da
boca, atrás dos dentes caninos, pingue o leite.
Mantenha a boca virada para cima para que o leite não
escorra para fora.
Outra opção é abrir a boca do gato
e despejar o líquido com a ajuda de uma garrafa
ou copo. Depois, faça-o beber bastante água
ou leite, para que o veneno possa se diluir sem provocar
crises de vômito, pois o vômito de uma substância
corrosiva queimará a boca e a garganta do animal.
Em seguida sirva-lhe uma refeição com pão
e água ou mingau.
Se tiver certeza de que o gato ingeriu uma substância
não-corrosiva, faça-o vomitar o mais rápido
possível. Para isso, faça com que ele tome
um cristal de bicarbonato de sódio com o tamanho
similar ao de uma avelã. Ele deverá vomitar
em aproximadamente cinco minutos. Se você não
tiver bicarbonato de sódio, use uma solução
de uma parte de mostarda em pó diluída em
vinte partes de água.
Seja qual for o tipo de veneno ingerido, leve o gatinho
ao veterinário, com frascos e etiquetas da embalagem
do veneno. Se você não souber o tipo de veneno
que ele ingeriu, trate como se tivesse sido corrosivo.
Mordidas
Ferimentos de mordidas representam uma situação
bastante comum entre os felinos. Dependendo da gravidade,
podem ser resolvidos num pronto-socorro caseiro.
A mordida de cão pode provocar um ferimento profundo
e extenso. A primeira providência é bloquear
o ferimento. Se for pequeno, a pressão de dois
dedos pode ser suficiente. Do contrário, deve-se
enfaixar, apertando bem a parte atingida e levar o gato
ao veterinário.
Se a ferida não parecer séria, e for pequena,
pode-se lavá-la com solucão de sal de cozinha
ou de bicarbonato de sódio.
Não utilize desinfetantes — alguns veterinários
afirmam que eles podem inflamar os tecidos e retardar
a cicatriz. Se a intervenção do veterinário
puder ser feita em 24 horas, é preferível
deixar a ferida aberta.
Se o ferimento for causado por outro gato ou rato, há
o perigo de que se forme um abcesso. As mordidas desse
tipo provocam uma ferida pequena como uma picada, difícil
de localizar. Leve o gato para o veterinário para
que ele seja adequadamente medicado (provavelmente com
uma injeção de antibióticos). |
|