Você deverá permitir que os gatos se adaptem
um ao outro em seu próprio ritmo e, lembre-se,
os gatos são extremamente territoriais e tornam-se
fortemente ligados à área de sua vida
familiar. Alguns gatos levam dias para se adaptar e
outros podem levar semanas e, em alguns casos, meses.
O recém-chegado precisa ter uma área onde
ele possa se refugiar quando se sentir ameaçado
ou amedrontado. É uma boa idéia deixá-lo
em um aposento separado, com a porta fechada, durante
os primeiros dias de modo que o gato residente possa
se adaptar ao cheiro do recém-chegado. Desta
forma, eles poderão sentir o cheiro um do outro,
mas não poderão ferir-se um ao outro.
Cuide para que o seu recém-chegado tenha uma
bandeja sanitária em sua área, juntamente
com comida e água. Dando ao recém-chegado
um lugar só para ele, você estará
lhe dando um território familiar e permitindo
que ele se sinta seguro para reconstruir sua confiança
ao ponto de se aventurar a sair assim que você
deixar a porta do seu aposento entreaberta.
Ao escolher um novo gato, procure encontrar um que tenha
vivido com outros gatos. Um gato que se assemelhe em
idade e sexo ao gato residente será aceito mais
facilmente. Um filhote é o ideal. A probabilidade
de briga poderá ser reduzida e, usualmente, eliminada
castrando-se todos os machos ou removendo-se os ovários
de todas as fêmeas. O dono não deve intervir
- tomando partido, mostrando preferências ou interrompendo
as brigas, pois isto só tornará as coisas
piores. Apenas dê-lhes bastante tempo - quanto
mais tempo os gatos forem deixados juntos mais eles
tolerarão a presença um do outro e talvez
até comecem a gostar da companhia um do outro.
Se o dono sentir que as coisas não estão
funcionando e decidir livrar-se do recém-chegado,
ele/ela não deverá pensar em trazer um
outro gato, pois isto estressará ainda mais os
gatos residentes. Raramente a falha se deve ao recém-chegado.
Normalmente, o cenário social existente não
acolhe bem o recém-chegado imediatamente.